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Porto Rico no topo! Bad Bunny é promessa para o Grammy Latino de 2025

  • Foto do escritor: Portal Abya Yala
    Portal Abya Yala
  • 7 de out. de 2025
  • 4 min de leitura

O artista Bad Bunny, conhecido por seu ativismo em suas músicas, chama atenção com suas indicações para o Grammy Latino deste ano.


Por Grupo 2 - Isabela Santana e Maria Fernanda Bertolino


Bad Bunny ganhando o GRAMMY de Melhor Álbum de Música Urbana em 2023  Foto: Frazer Harrison/Getty Images
Bad Bunny ganhando o GRAMMY de Melhor Álbum de Música Urbana em 2023  Foto: Frazer Harrison/Getty Images

No dia 13 de novembro, em Las Vegas, nos Estados Unidos, acontece a 26ª edição do Grammy Latino. A cerimônia, que celebra todos os anos profissionais da música latina, tem como destaque desta vez o artista Bad Bunny que, conforme anunciou a Academia Latina de Artes e Ciências da Gravação, é o músico com o maior número de indicações no prêmio deste ano. 


O cantor porto-riquenho está concorrendo em 12 categorias, todas com seu álbum “Debí Tirar Más Fotos”, que foi lançado no dia 5 de janeiro deste ano. Dentre suas indicações estão Álbum do Ano, Gravação do Ano, Música do Ano e Melhor Videoclipe de Curta Duração. 


Ainda nesta edição do Grammy Latino, Bad Bunny concorre na nova categoria denominada “Melhor Canção de Raízes”, em que disputam músicas que refletem tradições, cultura e origens de diferentes grupos sociais. O cantor latino concorre com sua música “Lo Que Le Pasó a Hawaii”, que traz uma crítica ao governo estadunidense. Além desta categoria, outras duas novas foram adicionadas: Mídias Visuais e Melhor Música para Mídias Visuais. 


Quem é Bad Bunny? 


Com mais de 79 milhões de ouvintes mensais em plataformas como o Spotify, Benito Antonio Martinez Ocasio, ou também conhecido por seu nome artístico Bad Bunny, é um rapper, cantor e compositor de 31 anos, nascido em Vega Baja, Porto Rico. Seu estilo musical é voltado para o trap latino e o reggaeton, gênero musical urbano, latino e caribenho


Artista globalmente reconhecido, Bad Bunny já foi premiado ao longo de sua carreira com três Grammy Awards, onze Grammys Latinos, dez Billboard Music Awards, trinta Billboard Latin Music Awards e muitos outros. No ano de 2023, ele foi o primeiro artista latino-americano a ser uma atração principal no festival de música Coachella, um dos festivais mais importantes do mundo. Em 2024, ficou no 23° posto do top 25 de maiores estrelas pop do período 2000-2024, feito pela Billboard, à frente de artistas como Ed Sheeran e Katy Perry, que ficaram nas posições 24 e 25, respectivamente. 


Ativismo


Por trás das batidas envolventes de trap e reggaeton, as letras de suas músicas são como um grito de protesto que escancaram a situação de Porto Rico e denunciam o apagamento histórico, que não afeta só a cultura porto-riquenha, mas também toda a América Latina. 


Bad Bunny em clipe de "LA MuDANZA" - Reprodução / Youtube.
Bad Bunny em clipe de "LA MuDANZA" - Reprodução / Youtube.

Em seu álbum mais recente “Debí Tirar Más Fotos”, na faixa “LO QUE LE PASÓ A HAWAII”, essa crítica é evidente. A canção fala sobre a diáspora forçada da população porto-riquenha causada pela gentrificação e pelo domínio estadunidense no país.


"Quieren quitarme el río y también la playa, 

Quieren al barrio mío y que abuelita se vaya, 

No, no suelte' la bandera ni olvide' el lelolai, 

Que no quiero que hagan contigo lo que le pasó a Hawái” 


(Querem tirar o meu rio e também a praia,

Querem meu bairro e que a vovózinha se vá,

Não, não solte a bandeira nem esqueça do lelolai,

Que eu não quero que façam contigo o que fizeram com o Havaí”)


Nesse trecho, faz menção ao Havaí, uma região que foi anexada e se tornou parte dos Estados Unidos, sofrendo com a perda contínua de sua identidade e com as consequências do turismo em massa, algo muito similar ao que está acontecendo no arquipélago.


Como resultado de seus posicionamentos sobre a causa latino americana, Bad Bunny está sendo duramente rejeitado pelo governo Donald Trump, que em seu mandato atual, está aplicando medidas restritivas e negativas direcionadas aos imigrantes latinos em seu país.


Cenário esse que aflige Benito, decidindo não realizar a sua nova tour “Debí Tirar Más Fotos World Tour” em solo estadunidense. "Havia a questão de, tipo, o ICE poderia estar do lado de fora (do show). Era algo sobre o qual estávamos conversando e que nos preocupava muito", diz o cantor para a revista i-D.


Entretanto, em meio a essa polêmica, o artista é anunciado como a atração principal do show de intervalo do Super Bowl 2026, partida anual do campeonato da liga de futebol americano dos Estados Unidos, National Football League. Tendo em vista isso, Corey Lewandowski, assessor do departamento de Segurança Interna, declara a sua desaprovação na escolha do músico em ser destaque do espetáculo e confirma a presença dos agentes da Imigração e Alfândega, denominados pela sigla ICE (em inglês Immigration and Customs Enforcement), no jogo.


"(O ICE) Estará em todos os lugares. Olha, se houver imigrantes ilegais, não importa se for um show para Johnny Smith, Bad Bunny ou qualquer outro, vamos fiscalizar tudo em todos os lugares porque vamos deixar os americanos seguros. Essa é uma diretriz do presidente", afirma Lewandowski no podcast The Benny Show.


Por fim, Bad Bunny expressa a sua felicidade em participar do Super Bowl, e responde às críticas no programa televisivo “Saturday Night Live”. “Mais do que uma conquista minha, é uma conquista de todos (…) Ninguém poderá apagar nossa marca e a nossa contribuição para este país”.

1 comentário


Maria Cristina Gobbi
Maria Cristina Gobbi
02 de nov. de 2025

Não conhecia o sucesso do artista. Muito bom.

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